O fundo Columbia EM Core ex-China ETF (XCEM) registrou alta de cerca de 38% no ano, superando o desempenho do SPDR S&P 500 ETF (SPY), que subiu cerca de 11% no mesmo período. A valorização ocorreu nos primeiros cinco meses de 2026, impulsionada pela exposição a setores de tecnologia e pelo enfraquecimento do dólar americano.
O XCEM acompanha o Beta Thematic Emerging Markets ex-China index, o que permite ao fundo ter exposição ao complexo de crescimento dos mercados emergentes, incluindo Taiwan, Coreia do Sul e Índia, sem o risco político associado às ações da China continental e Hong Kong. Segundo relatórios, os maiores pesos do fundo em fevereiro de 2026 estavam na Índia, Coreia do Sul e Taiwan.
A alta foi atribuída a três fatores convergentes. Primeiro, o ciclo de gastos em capital para inteligência artificial (IA) beneficiou fabricantes de chips e memória, como TSMC e complexos de memória coreanos. Segundo, o enfraquecimento do dólar americano funcionou como um vento favorável para investidores baseados nos EUA. Terceiro, o XCEM evita os debates de estímulo e os riscos de manchete ligados à China.
Em termos de custos, o XCEM apresenta taxa de despesa de cerca de 0,16%, abaixo de concorrentes como o iShares MSCI Emerging Markets ex China ETF (EMXC). Analistas apontam que a manutenção do desempenho exige a continuidade do enfraquecimento do dólar e o fluxo contínuo de pedidos para os fabricantes de semicondutores em Taiwan e Coreia.

