A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou que o mundo precisa construir bases capazes de resistir a choques cada vez mais frequentes. Ela declarou, em um podcast, que os choques não desaparecerão, e alertou para os riscos da inteligência artificial.
Georgieva mencionou que a instituição, sediada em Washington, D.C., atravessou a pandemia de Covid-19, a guerra na Ucrânia, a turbulência comercial e o conflito no Oriente Médio. Segundo ela, a melhor ferramenta disponível é a análise objetiva, e o FMI possui capacidade de empréstimo de pouco menos de US$ 1 trilhão para apoiar os 191 países-membros.
A diretora-gerente também abordou a expansão da inteligência artificial. Ela explicou que organizações não reconheceram as desigualdades da globalização, e quer evitar que o mesmo ocorra com a IA. Georgieva comentou que, embora a economia mundial tenha melhorado como um todo, muitas comunidades perderam empregos sem receber atenção suficiente.
O FMI reduziu sua projeção de crescimento mundial em abril, devido à guerra no Oriente Médio. A instituição fará uma atualização de suas perspectivas em julho. Além disso, o Fundo tem apoiado Kiev com financiamento vinculado a reformas, totalizando US$ 15,6 bilhões em 2023 e US$ 8,1 bilhões neste ano.

