Uma diretora de operações hospitalares, de 56 anos, herdou um IRA tradicional de 1,8 milhão de dólares de seu pai. Como beneficiária não cônjuge, ela deve esgotar o valor total da conta em dez anos. A forma como os saques são planejados pode resultar em uma diferença tributária de cerca de 480 mil dólares ao longo do período.
De acordo com regulamentações do IRS e a Lei SECURE, a beneficiária enfrenta duas obrigações simultâneas. Primeiro, o saldo total do IRA deve ser drenado até o final do ano 10. Segundo, as distribuições mínimas anuais (RMDs) devem continuar nos anos um a nove, calculadas com base na expectativa de vida da beneficiária.
A estratégia de distribuição uniforme, que prevê saques de aproximadamente 180 mil dólares anuais por dez anos, faz com que cada valor se some ao salário de 260 mil dólares, atingindo a faixa de imposto federal de 35%, com picos próximos a 37%. Nesse cenário, a beneficiária paga imposto de topo de linha sobre a maior parte dos 1,8 milhão de dólares.
Em contraste, a estratégia de distribuição postergada sugere receber apenas os RMDs obrigatórios enquanto trabalha. Ao se aposentar, a renda ordinária cai, permitindo que os saques restantes sejam distribuídos nos anos oito, nove e dez, visando preencher a faixa de 24% sem ultrapassar o limite de 32%. Essa abordagem move a maior parte da distribuição de um cenário de 35% para um de 24%, gerando a economia tributária de 480 mil dólares.

