Keiko Fujimori lidera a corrida presidencial do Peru com 50,114% dos votos, enquanto Roberto Sánchez registra 49,886% nas últimas contagens. A diferença atual é de pouco mais de 43.600 votos, após 92,8% das urnas serem apuradas.
A disputa acirrada entre os dois candidatos, que avançaram para o segundo turno, reflete uma profunda crise de legitimidade política na nação andina. O Peru busca encerrar uma década de instabilidade, período em que nenhum líder completou um mandato inteiro. Pesquisas anteriores indicavam um empate estatístico entre Fujimori e Sánchez.
Fujimori, candidata à presidência pela quarta vez, utilizou campanha com plataforma de linha dura contra o crime, alinhada ao legado de seu pai. Sánchez, herdeiro político do ex-presidente Pedro Castillo, moderou propostas de reforma econômica para atrair eleitores de centro e tranquilizar investidores.
Analistas afirmam que grande parte da votação é impulsionada pela rejeição ao sistema, e não pelo entusiasmo. O eleito herdará um Congresso fragmentado e um contexto de alta criminalidade, com quase metade dos cidadãos acreditando que o próximo presidente não completará seu mandato de cinco anos.

