A proposta de novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode impulsionar a expansão internacional de empresas nacionais. Diante do aumento de barreiras comerciais, empresários avaliam abrir filiais no território americano para reduzir custos e manter a competitividade no mercado consumidor.
Com o aumento das restrições comerciais, exportar para os Estados Unidos torna-se menos vantajoso para diversos setores. Por isso, empresários consideram investimentos diretos no país. Especialistas afirmam que a abertura de unidades locais permite mitigar os efeitos das tarifas e ampliar a presença no mercado americano. Essa estratégia também pode facilitar processos migratórios ligados aos negócios.
Entre as alternativas para contornar as novas tarifas, o visto EB-5 oferece acesso ao Green Card para investidores que aplicam a partir de US$ 800 mil, desde que os projetos criem pelo menos 10 empregos em tempo integral. Outros programas, como o visto L-1 e o E-2, também ganham relevância para a movimentação de executivos e cidadãos com dupla nacionalidade.
A política econômica defendida por Donald Trump, que apoia tarifas para fortalecer a produção interna, gera incertezas. Contudo, especialistas apontam que esse movimento pode incentivar empresas estrangeiras a produzir nos EUA, em vez de apenas exportar. Setores como siderurgia, agronegócio e mineração dependem de insumos brasileiros, e o aumento de custos pode elevar preços para consumidores americanos.


