Carlos Alberto Solari, vocalista influente do rock argentino e da banda Patricio Rey y sus Redonditos de Ricota, morreu na última sexta-feira (5), aos 77 anos. O artista, que sofria de doença de Parkinson desde 2016, teve seu velório em Avellaneda, em Buenos Aires, que reuniu centenas de milhares de fãs.
A despedida pública do cantor ocorreu no Centro Desportivo Gatica, em Villa Domínico, bairro de Avellaneda. Segundo relatos, a multidão se formou horas antes da abertura do local para a “Última missa de Ricotera”. Devido à grande quantidade de pessoas, o velório foi comparado aos funerais do ex-presidente argentino Néstor Kirchner e de Diego Armando Maradona.
O relatório policial indicou que a causa da morte foi o Parkinson, e não apontou outra origem. Solari, que também liderou o grupo solo Indio Solari y los Fundamentalistas del Aire Acondicionado desde 2004, tinha letras marcadas por críticas ao consumismo e à repressão estatal, sendo suas músicas consideradas hinos na Argentina.
A família encerrou a despedida pública por volta das 6h desta segunda-feira (8), após a saída dos últimos presentes. Durante o evento, fãs vestiram camisetas do artista e exibiram obras de arte digital que ele produzia, enquanto voluntários prestavam apoio aos mais emocionados.


