Dados do IBGE indicam que o número de brasileiros que vivem sozinhos cresce, com maior concentração de homens entre 30 e 59 anos. Especialistas do mercado segurador alertam que essa condição gera vulnerabilidade financeira por falta de rede de apoio imediato em emergências.
A supervisora de produtos de vida da MAG Seguros, Dayana Gonçalves, afirmou que quem reside sozinho concentra todas as responsabilidades financeiras. Ela explicou que qualquer evento que afete a capacidade de gerar renda, como doença ou acidente, impacta diretamente a estabilidade financeira, pois despesas fixas como aluguel e condomínio persistem mesmo em afastamento profissional.
Gonçalves orientou que a definição de cobertura não possui valor único, dependendo de renda, despesas e patrimônio. Como referência, análises de planejamento financeiro sugerem capitais segurados equivalentes a 24 a 60 vezes a renda mensal. Ela comentou que é comum direcionar entre 5% e 15% da renda mensal para estratégias de proteção.
A consultora Sonia Marra preparou simulações para a faixa etária mais afetada, contemplando coberturas de morte natural, morte acidental, invalidez e Diária por Incapacidade Temporária (DIT). Para um homem de 30 anos, o custo mensal total simulado foi de R$ 137,54, com cobertura de morte natural de R$ 100.000.
A especialista da MAG Seguros indicou que a principal preocupação deve ser a preservação da renda. Produtos como seguro de vida com coberturas em vida, invalidez e DIT são recomendados, especialmente para autônomos, pois garantem suporte financeiro durante afastamentos médicos. O seguro residencial básico também auxilia ao reduzir gastos inesperados com o imóvel.

