A Federal Communications Commission (FCC) dispensou a Amazon de cumprir a meta de implantar os primeiros 1.616 satélites de sua constelação de internet banda larga Amazon Leo até 30 de julho. A decisão, tomada após pedido de prorrogação da empresa, mantém o prazo final de implantação dos 3.232 satélites para julho de 2029.
A exigência de prazo era uma condição da licença da FCC concedida em 2020, quando o projeto era conhecido como Project Kuiper. A Amazon havia solicitado uma extensão de dois anos em janeiro, citando a limitação de oportunidades de lançamento comercial. Em vez de postergar o prazo intermediário de julho, a FCC emitiu uma dispensa condicional.
A SpaceX, operadora da Starlink, uma rede rival com mais de 10 milhões de assinantes, se opôs ao adiamento. A empresa argumentou que a FCC deveria aguardar um ciclo futuro de processamento de licenças. Contudo, a FCC afirmou que sua medida visa garantir que os americanos se beneficiem rapidamente de múltiplos provedores de serviços de satélite de próxima geração.
Sob a dispensa condicional, satélites lançados após 30 de julho perderão temporariamente o status de prioridade. Isso significa que a Amazon assume a responsabilidade regulatória de garantir que os novos satélites não interfiram em outras constelações, incluindo a Starlink. A empresa pode recuperar o status de prioridade em março de 2028, ou antes, se atingir 50% da implantação.
O cronograma da Amazon permanece desafiador. A companhia reservou lançamentos em foguetes de diversas empresas, como United Launch Alliance e Arianespace. Além disso, um foguete New Glenn da Blue Origin explodiu em pista de lançamento na Flórida há duas semanas, forçando atrasos de meses no cronograma da empresa.

