O Fundo de Índice de Cobre dos Estados Unidos (CPER) tem apresentado bom desempenho, negociando próximo a US$ 39, mas sua trajetória futura depende da atividade manufatureira global. O principal indicador para o fundo é o PMI de Manufatura Global, que sinaliza se a demanda industrial continuará em expansão ou entrará em retração.
O CPER, o maior ETF focado em cobre para investidores americanos, registrou alta de 33% no último ano e 8% no último mês. O mercado de cobre atingiu um pico de US$ 12.986 por tonelada métrica em janeiro, antes de cair para US$ 12.528 em março. Para os detentores do fundo, o foco reside na continuidade da alta ou em uma estagnação causada pelo enfraquecimento da demanda industrial.
O PMI de Manufatura Global é o termômetro industrial essencial. Leituras abaixo de 50 historicamente coincidem com quedas de 10% a 20% no cobre. Sinais de alerta já surgiram nos EUA, onde o crescimento do valor agregado da manufatura foi de apenas 0,3% no quarto trimestre de 2025. Além disso, o petróleo WTI caiu cerca de 13% semanalmente, indicando expectativas de demanda industrial em declínio.
Outro fator relevante é a mecânica do fundo. Por deter futuros da COMEX, o CPER sofre com a curva de futuros. Quando a curva entra em contango, o fundo perde valor mensalmente, o que é agravado pela taxa de despesa de 1,06%. Analistas recomendam monitorar a curva de futuros semanalmente para avaliar o risco de erosão do valor patrimonial.


