As bolsas da Europa encerraram o pregão sem direção definida, refletindo a cautela dos investidores diante do aumento das tensões no Oriente Médio. O avanço dos conflitos impulsionou os preços do petróleo e reacendeu preocupações sobre a inflação global, reduzindo o apetite por ativos de risco.
Os principais mercados europeus apresentaram resultados divergentes. O índice FTSE 100, de Londres, subiu 0,05%, fechando em 10.373,20 pontos. Em contraste, o DAX, de Frankfurt, recuou 0,47%, para 24.641,85 pontos. O FTSE MIB, de Milão, avançou 0,63%, atingindo 50.208,13 pontos, enquanto o Ibex 35, de Madri, perdeu 0,66%, aos 18.223,72 pontos.
No setor financeiro italiano, houve destaque positivo com ações do banco Monte dei Paschi subindo cerca de 12% após proposta de aquisição avaliada em €30,66 bilhões. Contudo, o Intesa Sanpaolo recuou 1,67%, pressionado por custos da operação. Em segmentos tecnológicos, a ASML avançou mais de 4%, e o anúncio de investimento da AMD no Reino Unido reforçou o otimismo ligado à inteligência artificial.
Em nível macroeconômico, dados da Alemanha mostraram que as encomendas à indústria caíram 3,8% em abril, pior que a expectativa de queda de 1%. Diante desse quadro, o consenso do mercado aponta para uma elevação de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros pelo Banco Central Europeu (BCE), o que mantém os mercados divididos entre riscos geopolíticos e sinais de desaceleração.


