O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou a representação protocolada pelo senador Flávio Bolsonaro contra a ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão ocorreu após o órgão entender que a denúncia não possuía documentação capaz de individualizar fatos ou contratos específicos para justificar uma investigação.
Os ministros da Segunda Câmara do TCU afirmaram que a representação não preencheu os requisitos de admissibilidade. Segundo o acórdão, a mera menção a valores altos ou a supostos esquemas de favorecimento, sem lastro em processos administrativos concretos, não é suficiente para iniciar uma apuração.
As consultas técnicas do TCU não identificaram licitações ou pagamentos envolvendo a empresa no âmbito federal. Em relação a um certame em Hortolândia (SP), o TCU remeteu os documentos ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), pois os recursos eram oriundos do Fundeb sem complementação da União em 2025 e 2026.
A investigação sobre a empresa Life Tecnologia Educacional já foi alvo da Operação Coffee Break, deflagrada pela Polícia Federal em novembro do ano passado. Naquela operação, a PF apurou o recebimento de cerca de R$ 70 milhões do Ministério da Educação (MEC) para fornecimento de kits e livros escolares, sob suspeita de superfaturamento.

