A escolha entre adquirir um veículo 0 km básico ou um usado bem equipado depende do perfil do comprador, segundo um especialista. A análise deve focar em três pilares: procedência, conservação e o custo total do automóvel, que pode variar desde R$ 80 mil para os modelos mais simples.
Murilo Briganti, sócio da Bright Consulting, explica que a procedência é fundamental, exigindo a verificação do histórico de uso, número de proprietários, registros de sinistro e a regularidade documental do veículo. Ele alerta que pendências documentais, como RENAVAM, chassi e motor, podem gerar problemas jurídicos e financeiros.
A conservação e o custo total também são decisivos. Um carro novo oferece previsibilidade por meio de garantia e revisões programadas. Já o usado pode demandar revisão inicial, troca de peças e, por vezes, um seguro mais caro. O especialista sugere projetar um ciclo de dois a três anos para somar todos os custos, incluindo combustível, IPVA, manutenção e depreciação.
Sinais de alerta incluem histórico confuso de proprietários, quilometragem incompatível com o desgaste, pinturas ou soldagens recentes. Quem não possui conhecimento técnico deve optar por revendas ou concessionárias com respaldo jurídico, enquanto quem aceita o risco pode comprar de particular após vistoria especializada.


