Um sítio neolítico em Vráble, Eslováquia, que contém 77 esqueletos sem cabeça, foi objeto de estudo que sugere um ritual antigo. A descoberta, feita em 2022, indica que a remoção dos crânios foi um ato habilidoso, e não um massacre violento.
O assentamento de Vráble, parte da cultura da Cerâmica Linear (LBK), é um dos locais de escavação mais importantes da Europa Central. Os pesquisadores investigaram a área desde 2012, e o sítio abrange os contornos de mais de 300 antigas residências. O assentamento permaneceu ativo entre aproximadamente 5250 e 4950 a.C.
A análise dos restos mortais, encontrados perto da entrada do assentamento, aponta para uma manipulação intencional dos corpos. Segundo a antropóloga biológica do estudo, a remoção dos crânios não ocorreu por decapitação violenta, mas sim por um processo habilidoso, indicando um rito desconhecido.
Os pesquisadores acreditam que essa disposição dos restos fazia parte de uma prática mais complexa. O estudo, publicado em periódico científico, afirma que as práticas funerárias devem ser entendidas em contextos de significado distintos dos atuais. Análises futuras de DNA e isótopos devem detalhar as origens e laços de parentesco dos indivíduos.

