A vacinação piloto do imunizante contra dengue do Butantan foi suspensa pelo Ministério da Saúde após registros de óbitos em investigação. O diretor do curso de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu, Carlos Magno Castelo Branco Fortaleza, afirmou que o programa de imunização brasileiro é responsável e monitora os efeitos adversos.
Em Botucatu, município paulista que recebeu a aplicação de cerca de 40 mil doses do imunizante, foram observados apenas casos de manchas na pele em pelo menos 10% dos vacinados. Carlos Fortaleza declarou que a cidade não registrou óbitos em investigação, e que os casos de manchas são um quadro conhecido como exantema, que ocorre em outras vacinas.
A decisão de suspensão cautelar foi tomada para que os casos graves fossem investigados e se determinasse a relação com a vacina. O diretor da Unesp explicou que a pausa para avaliação é procedimento padrão para a inserção de vacinas em saúde pública, pois os imunizantes são monitorados constantemente.
Fortaleza ponderou que a situação ocorre devido à existência de um Programa Nacional de Imunização (PNI) responsável e um sistema de vigilância de efeitos adversos vacinais sensível. Ele acredita que a vacina é segura, mas reconheceu que a suspensão cautelar implica um risco de afastamento do imunizante.


