As empresas estatais brasileiras registraram um saldo negativo de R$ 5,94 bilhões nos quatro primeiros meses de 2026, segundo dados do Banco Central. O montante ultrapassa o déficit acumulado em todo o ano de 2025 e marca o maior valor negativo desde o início da série histórica.
O desempenho reflete a diferença entre receitas e despesas das empresas públicas, excluindo os gastos com juros da dívida. O resultado negativo cresceu expressivamente logo no início do ano, com janeiro registrando um déficit próximo a R$ 5 bilhões. Nos meses subsequentes, o saldo permaneceu negativo, embora com menor intensidade, atingindo R$ 1,78 bilhão em abril.
A maior parte do prejuízo concentrou-se nas estatais federais. O levantamento do Banco Central não inclui grandes companhias de capital aberto. Entre as empresas citadas, os Correios enfrentam dificuldades financeiras e registraram prejuízo bilionário no último exercício. Essa situação levou o Tribunal de Contas da União a cobrar maior rigor na análise de operações de crédito concedidas à estatal.
Em contraste com o setor estatal, o setor público consolidado apresentou superávit primário em abril. Esse resultado positivo foi sustentado principalmente pelas contas do governo federal e dos governos estaduais e municipais. Contudo, a dívida bruta do país cresceu, atingindo 80,4% do Produto Interno Bruto (PIB).

