O iFood negou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) exigir que restaurantes mantenham os mesmos preços em sua plataforma e em aplicativos rivais. A companhia também rejeitou alegações de retaliação contra estabelecimentos que deixaram contratos de exclusividade, em resposta a uma notificação do órgão.
A resposta do iFood foi enviada à Superintendência-Geral do Cade, que havia notificado a empresa em maio. O caso se refere ao Termo de Compromisso de Cessação (TCC), assinado em fevereiro de 2023 e válido até agosto de 2027, que trata de supostas práticas anticoncorrenciais no mercado de delivery online.
Desde julho de 2025, com a entrada de um concorrente no mercado, o Cade recebeu denúncias. Segundo os relatos, restaurantes que migraram para outras plataformas teriam sofrido perda de visibilidade ou sido impedidos de participar de promoções no iFood. As denúncias também mencionavam pressão para que os preços fossem padronizados entre os aplicativos.
Em sua manifestação, o iFood declarou que as situações apontadas são “isoladas e pouco representativas”. A empresa afirmou que, na maioria dos casos, aplicou regras comerciais já previstas em contrato e que não há um padrão de rebaixamento a parceiros que operam na concorrência. A companhia reiterou seu compromisso com o TCC e pediu que o Cade não aplique sanções.


