O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou dois casos adicionais de animais infectados pela mosca-varejeira-do-novo-mundo, um no Texas e outro no Novo México, totalizando quatro casos. A praga, que representa risco alto para o gado, ocorre após reduções orçamentárias governamentais.
A mosca-varejeira, considerada erradicada desde a década de 1960, deposita ovos em feridas abertas de animais de sangue quente, representando risco para gado, animais de estimação e selvagens. Segundo o USDA, as larvas “podem causar ferimentos graves, sofrimento animal e prejuízos econômicos significativos se não forem detectadas e tratadas rapidamente”. O órgão tem estabelecido quarentenas e estratégias de vigilância nos locais de detecção.
A disseminação da praga se relaciona a cortes de financiamento em projetos de monitoramento na América Central, realizados pelo Doge em 2025. A nota que confirmou o primeiro caso informou que “todos os modelos previam a entrada da mosca-varejeira-do-novo-mundo no país em 2025”. O subsecretário de marketing da pasta, Dudley Hoskins, disse que o trabalho da administração anterior atrasou a entrada da praga no país.
O avanço da praga acende alerta no setor pecuário, que já registra o menor número de rebanho bovino em 75 anos. O preço da carne bovina nos EUA valorizou 75% desde dezembro de 2020, segundo o Federal Reserve Bank of St. Louis. Um aumento da praga pode diminuir animais aptos para comercialização, afetando o abastecimento.

