O Ministério da Saúde realizou uma reunião com secretarias estaduais nesta segunda-feira (8) para discutir os desdobramentos da suspensão temporária da vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan. O encontro visa definir os próximos passos do governo federal e esclarecer o destino dos imunizantes já distribuídos.
A preocupação central do governo federal é evitar que a suspensão alimente a queda na cobertura vacinal do país, tendência que já era observada. Dados do próprio Ministério da Saúde indicam que a cobertura vacinal brasileira tem diminuído ao longo dos anos. Pesquisas recentes apontam que 30% da população não completa a caderneta de vacinação, sendo a maioria composta por jovens de até 16 anos.
O analista Pedro Venceslau explicou que a vacina contra a dengue é produzida integralmente pelo Instituto Butantan, instituição vinculada ao governo paulista, e foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) pelo Ministério da Saúde. Ele afirmou que o caso atual representa um “raro exemplo de parceria entre os dois entes”.
O governo está focado em ajustar a comunicação para evitar que o tema se torne político. Há debates nas redes sociais associando o governo à suspensão ou à ineficácia do imunizante, o que, segundo fontes, não corresponde à realidade. Alexandre Padilha comentou positivamente sobre o governo do estado de São Paulo durante entrevista coletiva sobre o tema.

