O senador Flávio Bolsonaro afirmou, nesta segunda-feira (8), que o presidente Lula parece ser o ‘chefe do PCC’ devido à postura do governo federal contra a classificação de facções como terroristas. As declarações foram feitas durante um almoço com o Grupo Voto, organização de empresárias, no hotel Palácio Tangará, em São Paulo.
Bolsonaro criticou a administração petista, atribuindo a sensação de insegurança nas cidades à gestão do governo. Ele defendeu uma linha de combate à impunidade, argumentando que os governos do PT promoveram um desencarceramento que gerou violência nas ruas. O senador também defendeu mudanças no regime de cumprimento de sentenças para manter mais tempo preso quem comete crime violento.
A decisão dos Estados Unidos de classificar facções paulista e fluminense como organizações terroristas foi contrariada pelo governo federal, que alegou que tal medida abriria brechas para ações militares americanas que ameaçariam a soberania brasileira. Em resposta, o presidente Lula chamou o senador de “sem-vergonha de trair a pátria”.
Durante o encontro, o senador prometeu adiar em pelo menos um ano a vigência da reforma tributária, prevista para 2027, e afirmou que privatizará os Correios. O evento reuniu cerca de 180 pessoas, sendo quase todas mulheres, e contou com a presença de representantes de outras forças políticas.


