Os resultados parciais das eleições presidenciais do Peru apontam para a vitória do candidato de esquerda Roberto Sánchez sobre Keiko Fujimori. No entanto, um especialista avaliou que o futuro presidente enfrentará sérios questionamentos sobre a legitimidade do mandato, devido à instabilidade política do país.
Thiago Vidal, diretor de análise política da Prospectiva, afirmou que, independentemente do vencedor, haverá um problema de legitimidade para implementar reformas. Além disso, o novo presidente terá de lidar com um Congresso majoritariamente dominado pela oposição de direita, que inclui o partido de Keiko Fujimori.
Vidal explicou que a instabilidade histórica do Peru é um fator agravante, citando que o país teve nove presidentes em dez anos e uma rotatividade ministerial alta. O analista disse que a baixa adesão dos eleitores ao pleito reforça a fragilidade institucional do país.
Em uma análise mais ampla, Vidal comentou que a América do Sul vive uma mudança de governos de esquerda para o centro-direita. Ele declarou que essa tendência não reflete uma preferência ideológica, mas sim um cansaço com a lentidão da política, após promessas não cumpridas.

