Pesquisa publicada na revista Lancet revelou que a retatrutida pode reduzir em até 28% o peso de pacientes com diabetes tipo 2. A substância, que atua em três hormônios, apresenta eficácia comparável à cirurgia bariátrica e pode mudar o tratamento da obesidade.
A molécula, da mesma família de medicamentos para emagrecimento, age estimulando o corpo a gastar mais energia, um diferencial que inclui o receptor de glucagon. O estudo, apresentado no congresso da Associação Americana de Diabetes (ADA) nos Estados Unidos, envolveu 930 adultos com diabetes tipo 2 que receberam doses semanais do medicamento ou placebo por até 80 semanas.
Os participantes que receberam a dose mais alta perderam, em média, 28,3% do peso, resultado superior ao grupo placebo. Além da perda de peso, mais de 65% desses pacientes deixaram de se enquadrar nos critérios de obesidade pelo Índice de Massa Corporal (IMC). O medicamento também mostrou resultados positivos em outras condições: reduziu em 60,6% a gravidade da apneia do sono e em até 73,1% a dor da osteoartrite no joelho.
Apesar dos dados promissores, representantes da Eli Lilly alertaram sobre a circulação ilegal do produto. Agentes da Receita Federal e da Anvisa realizam apreensões diárias na fronteira de Foz do Iguaçu, onde o mercado paralelo de substâncias como a retatrutida opera. Nos três primeiros meses de 2026, o valor apreendido na fronteira ultrapassou R$ 11 milhões.

