A farmacêutica Eli Lilly divulgou resultados de estudos clínicos que indicam que a retatrutida, um medicamento experimental para obesidade e diabetes tipo 2, pode promover perda de peso de até 28,3% em pacientes. Os dados foram apresentados na 86ª Sessão Científica da American Diabetes Association e publicados na revista científica The Lancet.
A substância representa uma evolução das terapias existentes, como Ozempic e Mounjaro. Enquanto a semaglutida atua em um receptor hormonal e a tirzepatida em dois, a retatrutida age simultaneamente sobre os receptores GLP-1, GIP e glucagon, responsáveis por regular a fome, a produção de insulina e o gasto energético.
No estudo TRIUMPH-1, avaliado em adultos com obesidade ou sobrepeso, os participantes que receberam a dose máxima de 12 mg perderam, em média, 31,9 kg após 80 semanas de tratamento. Segundo a revista científica, 65,3% dos pacientes tratados deixaram de ser classificados como obesos, atingindo Índice de Massa Corporal (IMC) inferior a 30.
Em relação ao diabetes tipo 2, o estudo TRANSCEND-T2D-1 acompanhou 537 pacientes em centros médicos dos Estados Unidos, México e Índia. Os resultados mostraram que 90% dos participantes conseguiram manter a hemoglobina glicada abaixo de 7%, meta recomendada para a condição.
Apesar dos benefícios, como a redução de triglicerídeos e melhora na pressão arterial, a retatrutida ainda não recebeu autorização de agências regulatórias. Representantes da Eli Lilly alertaram para a circulação irregular de produtos sem aprovação sanitária, e a Receita Federal já apreendeu medicamentos identificados como retatrutida em operações de combate ao mercado ilegal.


