A esquerda classificou a suspensão da pesquisa Atlas/Bloomberg, considerada desfavorável a um pré-candidato do PL, como censura. Líderes do PT alertaram sobre a pressão política sobre o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, enquanto a direita manteve discrição sobre o tema.
O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmou que o pré-candidato tem enfrentado “um profundo desgaste” após a revelação de que solicitou recursos do então dono do Banco Master para financiar o filme “Dark Horse”. O deputado comentou que o senador seguiu a máxima de “quando não consegue ganhar na mensagem, ataca o mensageiro”.
A pesquisa, encomendada pela Bloomberg, mostrou que o pré-candidato obtinha seis pontos percentuais nas intenções de voto em um eventual segundo turno contra o presidente Lula. A AtlasIntel defendeu o rigor científico do levantamento, alegando que o áudio foi apresentado aos entrevistados em uma etapa posterior à coleta de intenções de voto.
O PT teme que, em casos futuros, o presidente do TSE resista menos aos pleitos do PL. A cúpula do partido avalia a determinação como invasiva ao método de pesquisa da Atlas, mas prevê não se envolver na discussão para não se indispor com a corte eleitoral.


