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Leitura: IA em escolas privativas ameaça o desenvolvimento do pensamento juvenil
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Educação

IA em escolas privativas ameaça o desenvolvimento do pensamento juvenil

Carla Fernandes
Última atualização: 9 de junho de 2026 12:23
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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O uso extensivo de inteligências artificiais no ambiente educacional levanta preocupações sobre o desenvolvimento de jovens. Em escolas particulares, as ferramentas de IA fornecem textos prontos, o que pode privar o estudante do exercício de reflexão necessário à escrita.

A inserção de ferramentas de IA no ensino gera uma produção textual que, segundo observações, se assemelha a um movimento fabril. Os adolescentes reproduzem uma linguagem artificial e mecânica, caracterizada pela repetição de estruturas como “isso decorre disso, disso e disso” e pela recorrência da expressão “não apenas/somente, mas também”.

O autor, estudante de graduação em Psicologia da UFG, explica que, mesmo quando os alunos adaptam o conteúdo gerado pela máquina, as modificações ocorrem sobre uma estrutura já completa e argumentada por outro agente. O estudante passa a atuar como editor de um texto pré-existente, e não como criador do pensamento.

A escrita, nesse contexto, transcende a mera produção de um texto; ela é uma forma de elaborar o pensamento e de se implicar simbolicamente em um assunto. Ao terceirizar sistematicamente esse processo, corre-se o risco de enfraquecer capacidades essenciais, como a reflexão crítica, a criatividade e a autonomia intelectual do adolescente.

TAGGED:educaçãoescritaInteligência Artificialjovensreflexao-criticaTecnologia
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