Cidades localizadas fora dos dois maiores centros econômicos do país, como Belém (PA) e Campina Grande (PB), atraem investimentos e empresas. Esses municípios funcionam como polos regionais, refletindo uma mudança na distribuição do crescimento econômico brasileiro.
O avanço econômico nessas localidades demonstra que o desenvolvimento não se restringe às grandes metrópoles. Enquanto décadas anteriores concentraram oportunidades em capitais, agora cidades de porte médio ocupam espaço na expansão empresarial e na geração de renda. Os fatores de impulso variam por região: no Centro-Oeste, o agronegócio é a força motriz; no Sul, a indústria e a agropecuária sustentam mercados diversificados; e no Norte e Nordeste, a infraestrutura e o comércio ampliam a influência urbana.
Empresas estão alterando suas estratégias de expansão, buscando cidades regionais por oferecerem mercado consumidor em crescimento, custos menores e menor saturação. Diego Schiano, vice-presidente e diretor de Expansão da Casa do Construtor, afirmou que existe um “Brasil econômico extremamente dinâmico fora das capitais”. Segundo ele, essas cidades apresentam ambiente de negócios estruturado e forte atividade empreendedora.
A melhoria da infraestrutura, incluindo rodovias e polos industriais, também contribuiu para o processo. Muitas dessas cidades deixaram de ser apenas mercados locais, passando a concentrar centros de distribuição e serviços especializados, oferecendo alternativas aos grandes centros urbanos.

