A Braskem alterou sua diretoria e procedimentos internos após a saída da Novonor em 2025. As mudanças, aprovadas conforme acordo entre a Petrobras e o Shine I Fundo de Investimento em Participações, visam pavimentar a recuperação extrajudicial de dívidas que somam US$ 12 bilhões.
O aviso aos acionistas detalhou modificações nos conselhos de administração e fiscal. No Conselho de Administração, Marcelo Weick Pugliese foi indicado para substituir Olavo Bentes David. No Conselho Fiscal, Felipe Rath Fingerl assumiu no lugar de Ivan Apsan Frediani, e Audrey Cruz foi indicada como suplente, substituindo Fingerl.
Com o novo acordo, a gestão da empresa ganhou maior autonomia. Temas de alta materialidade, como requerimentos de falência ou recuperação judicial, deixaram de ser competência da Assembleia Geral e passaram a ser decididos pelo Conselho de Administração, permitindo maior agilidade nas ações estratégicas.
Agentes do mercado preveem que a companhia apresentará em breve uma proposta de recuperação extrajudicial para renegociar os débitos no Brasil e no México. Um especialista comentou que a empresa deve focar no alongamento do perfil das dívidas, pois o modelo não deve priorizar a troca de passivos por participação societária.

