Autoridades americanas acusaram um virologista holandês, conhecido por seu trabalho no combate à Covid-19, de tentar introduzir materiais biológicos ilegais nos Estados Unidos. O pesquisador, que retornou de uma missão científica na República do Congo, foi abordado pela alfândega em Detroit com mais de 100 frascos.
O virologista, que chefia a seção de ecologia de vírus dos Laboratórios Rocky Mountain, vinculados aos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), foi acusado de conspirar para transportar materiais biológicos ilegalmente em janeiro deste ano. Segundo os promotores do Distrito Leste de Michigan, os pesquisadores alegaram transportar itens para testes e diagnósticos, mas a bagagem continha vírus mpox inativado, vírus da catapora e outros agentes.
O FBI informou que 20 frascos foram analisados, sendo 17 com vírus mpox inativado. A legislação americana exige que tais materiais sejam declarados e acompanhados de certificações, o que, segundo a denúncia, não ocorreu. O procurador interino do Distrito Leste de Michigan, Jerome F. Gorgon Jr., declarou que os especialistas do NIH violaram leis ao transportar patógenos virais em voo comercial.
A defesa do virologista contestou a narrativa, afirmando que o episódio “soa muito mais escandaloso do que realmente é”. O advogado do pesquisador explicou que os materiais estavam ligados a pesquisas voltadas ao combate à mpox, e não a atos de terrorismo. Os NIH confirmaram que reforçaram protocolos de segurança nos laboratórios após a investigação.

