A babá Tainá de Oliveira Ferreira forneceu informações essenciais durante o julgamento que culminou na condenação de Jairo de Souza Santos Junior, padrasto de Henry Borel. A testemunha ajudou a reconstruir os últimos meses de vida da criança, sendo peça-chave na acusação de tortura.
Durante os 11 dias de julgamento, os jurados ouviram relatos da babá, que apresentou mensagens e depoimentos que serviram de base para a acusação. Em 2 de fevereiro de 2021, por exemplo, ela trocou mensagens com o namorado após o padrasto permanecer sozinho com a criança em um quarto, expressando preocupação com possíveis ameaças psicológicas.
Outro momento crucial ocorreu em 12 de fevereiro de 2021, quando imagens registraram a criança saindo do cômodo mancando após o encontro com o padrasto. A babá relatou o ocorrido à mãe da criança. A defesa questionou, contudo, se as suspeitas eram baseadas em relatos da criança e não em fatos observados por ela.
Ao final do processo, o padrasto foi condenado a 43 anos e 9 meses de prisão por tortura e homicídio. Apesar da condenação, o Ministério Público recorreu da sentença, alegando irregularidades, enquanto a defesa também busca a anulação do julgamento.

