O Ministério da Saúde suspendeu preventivamente a aplicação da vacina contra a dengue do Instituto Butantan após o sistema de monitoramento identificar 42 reações adversas graves. Os registros ocorreram em um universo de aproximadamente 501.044 doses aplicadas no Brasil desde janeiro, sendo a maioria aplicada a profissionais de saúde.
A incidência de reações severas foi calculada em 0,008%, o que corresponde a oito casos para cada 100 mil vacinados. Entre as notificações, três casos graves estão sob análise aprofundada, incluindo dois óbitos. Contudo, as investigações até o momento não encontraram elementos suficientes para comprovar uma relação de causalidade entre o imunizante e as mortes.
A medida de suspensão é temporária e não afeta a vacina Qdenga, que é oferecida a crianças e adolescentes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O governo orienta que quem recebeu a dose do Butantan nos últimos 21 dias monitore sinais como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos.
As autoridades informaram que pessoas vacinadas há mais tempo permanecem protegidas contra os quatro sorotipos da doença. A imprensa apurou que a vacina do Butantan foi suspensa devido ao aumento de casos adversos, embora a análise dos dados ainda esteja em curso.

