As exportações de energia dos Estados Unidos reduziram o déficit comercial em abril, conforme dados do Departamento de Comércio. O saldo comercial americano caiu 1,2%, atingindo US$ 55,9 bilhões, um resultado ligeiramente melhor que o esperado pelo mercado.
O desempenho comercial foi sustentado pelo aumento das vendas de petróleo bruto e derivados. As restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz, decorrentes de tensões no Oriente Médio, elevaram os preços internacionais da energia, impulsionando os embarques americanos.
O economista internacional James Knightley, do ING, afirmou que os EUA ampliaram vendas externas usando estoques existentes, o que ajudou a limitar a pressão de alta sobre os preços globais. No entanto, Knightley alertou que o déficit teria sido maior se os produtos petrolíferos fossem excluídos da conta.
Além da energia, as exportações americanas cresceram 2,6% em abril, totalizando US$ 327,1 bilhões. O crescimento também foi impulsionado por bens de capital, como computadores e aeronaves civis, enquanto as importações cresceram 2%, puxadas pela demanda por equipamentos de inteligência artificial.

