A Emirates lançará incentivos para reconquistar passageiros preocupados com a guerra no Irã, segundo o presidente da companhia aérea, Tim Clark. A empresa prioriza o suporte ao cliente e a confiabilidade das operações, mantendo os horários de voo apesar do aumento dos custos.
Clark afirmou que a companhia aérea oferecerá “todo tipo de incentivos além do preço” para encorajar o retorno dos passageiros, mesmo com o aumento dos ataques na região do Golfo Pérsico. A empresa também abordará preocupações com voos cancelados e passageiros retidos, prometendo cuidar de tudo, inclusive transportando passageiros em outras companhias aéreas, se necessário.
A segurança de voo permanece como prioridade. A Emirates negocia com governos e órgãos reguladores para flexibilizar restrições ao espaço aéreo do Oriente Médio, área que tem sido limitada pelo conflito. A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) emitiu alertas de zona de conflito, aconselhando o evitamento de sobrevoo em partes do Golfo Pérsico.
Clark explicou que a redução de preços de passagens não é viável no momento, pois o custo depende da oscilação do preço do petróleo. A companhia aérea previu que os preços do barril cairão de cerca de US$90 para cerca de US$70, apesar do conflito ter reduzido a ocupação em cabines de primeira classe.

