A cofundadora da Kalshi, Luana Lopes Lara, afirmou que o otimismo brasileiro e o uso intensivo de inteligência artificial impulsionaram o sucesso da plataforma de mercados de previsão. A empresa, avaliada em US$ 22 bilhões, destacou sua trajetória acelerada durante o Web Summit 2026 no Rio de Janeiro.
Lara atribuiu parte da resiliência da Kalshi ao espírito otimista do brasileiro. Ela comentou que essa mentalidade foi crucial nos primeiros anos da companhia, período em que a empresa operou por três a quatro anos sem um produto ativo enquanto buscava regulamentação nos Estados Unidos. Recentemente, a Kalshi levantou US$ 1 bilhão em uma rodada de investimentos, o que dobrou sua avaliação em poucos meses.
Segundo a executiva, o Bank of America classifica a Kalshi como a empresa de crescimento mais rápido fora do setor de inteligência artificial nos EUA. Para sustentar o avanço, a companhia planeja expandir sua atuação no varejo americano e no segmento institucional, focando em bancos e fundos de hedge. A agilidade da empresa, mesmo com uma equipe de 170 funcionários, é sustentada pela integração profunda da IA, que permite que cada engenheiro utilize cerca de vinte agentes em nuvem.
Apesar do sucesso nos Estados Unidos, a Kalshi enfrenta desafios regulatórios em outros mercados, como o Brasil, onde o Ministério da Fazenda limitou a atuação dos mercados de previsão. Lara viu o cenário como uma oportunidade de esclarecimento, afirmando que é preciso educar os países sobre a diferença entre mercados de previsão e apostas. Ela projetou que os mercados de previsão podem superar o mercado de ações em tamanho em um horizonte de cinco a dez anos.

