A OpenAI protocolou documentos de Oferta Pública Inicial (IPO) na Comissão de Valores Mobiliários (SEC) com uma avaliação implícita de US$ 850 bilhões. Embora o movimento represente um avanço significativo, a companhia declarou não ter decidido abrir capital, preservando a flexibilidade de cronograma.
O protocolo confidencial na SEC é uma etapa preparatória que permite à empresa montar o documento S-1 com o órgão regulador em sigilo, sem forçar a divulgação imediata de dados financeiros. A OpenAI enquadrou a ação como uma forma de manter a escolha, afirmando que a abertura de capital envolve “um conjunto complicado de compensações”. Fontes indicam que o debut no mercado poderia ocorrer em setembro, dependendo das condições do mercado.
A decisão de manter a empresa privada é justificada pelos altos custos operacionais. Segundo dados, a OpenAI gasta US$ 2,20 para cada US$ 1 de receita, um ritmo de consumo impulsionado por gastos com data centers. A empresa argumenta que o status privado permite maior agilidade, sem a necessidade de relatórios trimestrais.
A Microsoft, parceira da OpenAI, detém cerca de 27% da empresa, com uma participação avaliada em aproximadamente US$ 135 bilhões. A empresa de tecnologia também possui um contrato para adquirir US$ 250 bilhões em serviços Azure. O movimento de IPO da OpenAI é visto como um marco para o setor de inteligência artificial.

