Um árbitro somali foi impedido de entrar nos Estados Unidos antes da Copa do Mundo e declarou que sua nacionalidade influenciou a decisão das autoridades de imigração. O profissional, de 34 anos, afirmou ter apresentado toda a documentação necessária para participar do torneio.
O árbitro criticou a decisão das autoridades norte-americanas, dizendo: “Acho que eles têm um problema com o meu país”. Ele integrava a lista de árbitros selecionados pela FIFA e seria o primeiro somali a atuar em uma edição do Mundial.
Segundo o profissional, ele passou por um longo processo de verificação ao desembarcar. A entrevista com agentes de imigração durou cerca de 11 horas. Após a negativa de entrada, ele foi mantido sob custódia antes de ser enviado à Turquia, sem receber explicações detalhadas sobre o motivo.
A FIFA confirmou que o árbitro não poderá atuar na competição e declarou não ter participação nos processos migratórios dos países-sede. O governo dos Estados Unidos afirmou que a entrada foi negada após avaliações de verificação de antecedentes.


