Julie Pace, vice-presidente sênior e editora-executiva da Associated Press (AP), afirmou que a remuneração de produtores de conteúdo por plataformas de inteligência artificial é essencial para a sustentabilidade do jornalismo profissional. Durante painel no Web Summit Rio 2026, ela diferenciou a produção de conteúdo em redes sociais do trabalho de campo dos jornalistas.
Pace defendeu que o trabalho de campo do jornalista, que acompanha os protagonistas e o ambiente dos fatos, é o principal garantidor da credibilidade jornalística. A executiva participou do painel “A quem pertence a verdade?”, onde argumentou que empresas de IA devem criar mecanismos de compensação para organizações que fornecem informações originais.
A AP, que atua como empresa de licenciamento de conteúdo, explicou que o avanço da inteligência artificial torna urgente a discussão sobre propriedade intelectual e remuneração. “As plataformas de IA deveriam compensar os produtores de conteúdo. É importante para a sustentabilidade do ecossistema de notícias que aqueles que produzem informação original sejam remunerados por esse trabalho”, disse Pace.
A executiva alertou que o público deve questionar a origem das informações consumidas online. Ela recomendou perguntar: “onde está a fonte original? Como você sabe que aquilo é verdade? Como aquela pessoa sabe sobre o que está falando?” Segundo Pace, o valor da AP reside em testemunhar acontecimentos com base em evidências reais.

