Palantir e Oracle divulgaram resultados financeiros que refletem o avanço da inteligência artificial, mas com estratégias de negócio diferentes. A Palantir registrou receita de 1,406 bilhão de dólares no quarto trimestre de 2025, impulsionada pelo uso comercial nos EUA. Já a Oracle, focada em infraestrutura, viu sua receita de nuvem crescer 84% para 4,888 bilhões de dólares no terceiro trimestre de 2026.
A Palantir reportou que a receita comercial nos EUA cresceu 137%, totalizando 507 milhões de dólares, um resultado atribuído à plataforma AIP. O valor total de contratos fechados da empresa atingiu um recorde de 4,262 bilhões de dólares, indicando uma demanda crescente. Alex Karp declarou que a empresa foca em ser indispensável no fluxo de trabalho do cliente, apostando na alavancagem operacional da IA.
A Oracle apresentou um quadro diferente, com a receita de infraestrutura de nuvem subindo 84% e as obrigações de desempenho remanescentes saltando 325% para 553 bilhões de dólares. A empresa, liderada por Clay Magouyrk, promove a neutralidade de nuvem, integrando data centers em plataformas como AWS e Google. Para financiar sua expansão, a Oracle levantou 30 bilhões de dólares em títulos e planeja buscar mais 50 bilhões de dólares.
Analistas apontam que o perfil da Oracle é mais conservador, atraindo investidores que buscam dividendos e um grande volume de pedidos. A Palantir, por outro lado, representa um perfil de maior variação, ligado à adoção de IA em grandes corporações. O mercado acompanha se a geração de caixa da Palantir se manterá sólida e se o investimento da Oracle converterá em receita de IA rapidamente.

