Entidades de setores produtivos publicaram carta aberta a senadores pedindo aprovação da PEC 12/2026, apelidada de “trabalho flexível”. O presidente da FIESP, Paulo Skaf, afirmou que a proposta que visa acabar com a escala 6×1, aprovada na Câmara, representa “um atraso absoluto”.
Skaf declarou que engessar a escala de trabalho na Constituição é um absurdo e não tem paralelo internacional. Ele avaliou que a PEC contraria a reforma trabalhista de 2017, que prioriza o negociado sobre o legislado. O presidente da FIESP também classificou a aprovação na Câmara como motivada por interesses políticos eleitorais, alegando que os parlamentares foram pressionados.
O dirigente empresarial alertou para riscos econômicos da medida aprovada na Câmara, citando possível aumento de custos, pressão inflacionária e migração para a informalidade. Ele mencionou que o Chile teve aumento de inflação e redução de empregos após mudança similar na legislação.
Em defesa da PEC 12/2026, Skaf explicou que a proposta assegura direitos como férias e 13º salário, mas permite liberdade de negociação. Segundo ele, “Isso é moderno, isto fará bem ao Brasil”, afirmou, pois permite que o trabalhador negocie sua jornada em acordos coletivos ou individuais.


