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Cultura

Vaso de formato incomum sugere prática alquímica em castelo alemão

Carla Fernandes
Última atualização: 9 de junho de 2026 16:22
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Arqueólogos na Alemanha descobriram um vaso cerâmico de formato singular dentro de um castelo, sugerindo que o objeto foi usado em práticas alquímicas e protoquímicas medievais. O artefato, localizado no castelo de Gnandstein, indica um uso controlado, possivelmente ligado à tentativa de transformar metais.

O Escritório Estadual de Arqueologia da Saxônia informou que o jarro, com mais de 1,5 metro de altura, tem origem presumivelmente ligada à alquimia medieval. O castelo de Gnandstein, no sul da Saxônia, foi erguido no século 13 e passou por diversas modificações ao longo do tempo.

O vaso, que possui corpo arredondado, pescoço afilado e três pés, aponta para um uso prolongado e controlado, diferente do simples armazenamento de líquidos. Os pesquisadores suspeitam que o recipiente integrava um sistema maior de destilação, comum em práticas alquímicas e protoquímicas dos séculos XV e XVI.

Embora a cultura popular retrate a alquimia como pseudociência, grande parte dela fundamenta a química e a farmácia atuais. O material cerâmico escolhido pelo criador do objeto também apoia essa visão, pois evita a liberação de substâncias tóxicas em preparações ácidas ou quentes. Contudo, a equipe de pesquisa alertou que o uso exato do objeto permanece incerto, pois não foram encontrados resíduos internos.

TAGGED:alquimiaarqueologiacasteloceramicagermaniaHistória
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