Investigadores questionam o fundador da Microsoft sobre seus contatos com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein. O empresário testemunhará em uma investigação privada do Comitê de Fiscalização da Câmara dos Representantes. Os questionamentos ocorrem em meio a escândalos e à relação entre o bilionário e a Fundação Gates.
O fundador da Microsoft pediu desculpas por ter tido contato extenso com Jeffrey Epstein durante um encontro da Fundação Gates em fevereiro. Documentos de Epstein mostravam o empresário com mulheres jovens, cujos rostos foram borrados, o que gerou questionamentos na instituição de caridade. O bilionário admitiu múltiplos casos extraconjugais, mas afirmou nunca ter passado tempo com as vítimas de Epstein.
O empresário testemunhará em investigação privada do Comitê de Fiscalização da Câmara dos Representantes. Até o momento, ele não foi acusado de participar das atividades criminosas de Epstein, incluindo abuso sexual. Contudo, os laços entre os dois, especialmente em relação aos esforços filantrópicos do empresário, são notórios. E-mails de 2011 revelados mostram que Epstein ofereceu levantar fundos em cooperação com a Fundação Gates.
A Fundação Gates declarou que lamenta qualquer interação de seus funcionários com Epstein, mas negou ter pago ou colaborado com o falecido. Representantes do Congresso pediram respostas sobre a situação. Um deles afirmou que “precisamos de responsabilização para quem está no poder e respostas para as sobreviventes”.


