O setor de varejo brasileiro pode apresentar melhora no segundo trimestre de 2026, segundo análises de bancos de investimento. Enquanto o Morgan Staney apontou desaceleração no primeiro trimestre, o JPMorgan prevê crescimento em segmentos como vestuário, impulsionado por demanda mais resiliente.
O Morgan Staney avaliou o primeiro trimestre de 2026 com cenário de desaceleração para o varejo, sem indícios claros de recuperação relevante no segundo trimestre. O banco mantém postura seletiva, priorizando empresas ligadas a tendências de crescimento, como o comércio eletrônico, varejistas de desconto e companhias com baixa alavancagem.
O JPMorgan, por sua vez, projeta que o setor de vestuário brasileiro terá um segundo trimestre melhor que o mercado esperava. O banco observa que a demanda se mostrou mais resiliente do que o previsto, com crescimento esperado de 4% a 5% nas vendas nas mesmas lojas para C&A e Riachuelo, e cerca de 2% para Lojas Renner.
A C&A é destacada como preferida do JPMorgan entre as varejistas de vestuário, negociada a aproximadamente 6 vezes o lucro estimado para 2026. A companhia deve registrar crescimento de cerca de 3,5% nas vendas comparáveis da divisão de vestuário no segundo trimestre, sustentado por mix de produtos equilibrado e maior procura por roupas de inverno.

