A Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, atrai milhões de turistas anualmente, movimentando a economia local. Contudo, o fluxo intenso de visitantes transformou o bairro circundante, alterando o comércio tradicional e elevando a pressão sobre o mercado de moradia, segundo moradores.
A atração, que está próxima de concluir a obra iniciada há 144 anos, recebe cerca de 5 milhões de ingressos por ano, conforme dados de veículos de comunicação. Para mitigar os impactos do grande fluxo, a fundação da igreja passou a vender ingressos com horário marcado e limitou a presença simultânea a 1.500 pessoas, além de estabelecer uma hora diária de silêncio.
Moradores relatam que o avanço do turismo causou a substituição de estabelecimentos tradicionais, como lojas de alimentos e roupas infantis, por negócios focados em visitantes, como lanchonetes e lojas de lembranças. Essa mudança fez com que a economia local dependesse quase exclusivamente do setor turístico.
O mercado imobiliário também sofreu transformações. Muitos apartamentos foram convertidos em imóveis para aluguel de curta duração, voltados ao público estrangeiro. Esse movimento, afirmam os residentes, reduziu a oferta de moradias permanentes e intensificou a pressão sobre quem vive na região. A discussão envolve o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida no bairro.

