Autoridades mexicanas classificaram os cães caramelo como raça típica do México, o que gerou forte reação de brasileiros nas redes sociais. A disputa, noticiada por veículos de comunicação internacionais, mobilizou manifestações de cidadãos que defendem a origem brasileira do animal.
A questão surgiu após a publicação de uma reportagem que abordou a origem dos cães mais comuns em praças brasileiras. A classificação feita por autoridades mexicanas levou a uma onda de manifestações de brasileiros, que reivindicaram a primazia do termo no país. Em uma rede social, o tema acumulou mais de 2.500 comentários, com grande parte dos usuários brasileiros expressando indignação.
Um representante mexicano reconheceu a primazia brasileira do termo. Ele afirmou que, no México, os cães não são chamados de ‘caramelos’, mas sim de ‘solovinos’, indicando que o vocábulo é, de fato, brasileiro. A imprensa internacional divulgou fotos de exemplares, como Tiana, Madâ, Mel, Samba, Zico e Madonna.
A jornalista Marta Ramalhete, moradora de Botafogo, é tutora de Gisele, uma caramelo de 14 anos. Ela declarou que o cão, que foi encontrado em Minas Gerais, se tornou uma ‘legítima carioca’. Ramalhete afirmou que o caramelo é um símbolo nacional brasileiro, e não mexicano.

