A Prefeitura do Rio de Janeiro contratou o Instituto Realizando Futuro (IRF) por R$ 4,3 milhões para administrar a Vila Olímpica Dias Gomes. A parceria, publicada em 1º de junho, ocorre meses após uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontar falhas na atuação da entidade.
A contratação emergencial substitui o contrato anterior com o Instituto Fair Play, que teve sua gestão encerrada pela Secretaria Municipal de Esportes. A pasta atribuiu o fim da parceria anterior à indisponibilidade financeira da organização e à existência de processos trabalhistas.
O relatório da CGU, divulgado em novembro de 2025, criticou o IRF, afirmando que a entidade “não possui capacidade técnica e operacional para a adequada execução dos projetos” analisados. A auditoria também identificou R$ 2,5 milhões em despesas sem comprovação de destino, parte de um projeto maior financiado por uma emenda de R$ 8,3 milhões.
O novo acordo com o IRF terá duração de 12 meses e valor de R$ 4.364.301,94. A Secretaria Municipal de Esportes declarou que a escolha seguiu as regras da Lei nº 14.133/2021 e que um novo processo seletivo será aberto após o fim do contrato emergencial. Outro instituto, o IPGIAS, também foi alvo de questionamentos da CGU em maio, após o cancelamento de um contrato de R$ 6 milhões.

