Um estudo da Fidelity revela que 76% dos Baby Boomers consideram a Previdência Social como fonte de renda na aposentadoria. Em contraste, gerações mais jovens priorizam planos de aposentadoria oferecidos por empregadores, mas enfrentam dificuldades de poupança e fragmentação de contas.
Os dados indicam que a dependência de fontes de renda difere entre os grupos etários. Enquanto a maioria dos Baby Boomers aponta para o benefício governamental, a Geração X (58%), Millennials (48%) e Geração Z (44%) citam planos corporativos como principal fonte. Essa diferença reflete o histórico de cada grupo, pois os mais velhos ingressaram no mercado de trabalho antes da padronização de recursos como fundos de data alvo e Roth 401(k).
Os jovens enfrentam riscos de mercado e comportamentais, agravados pelo aperto no fluxo de caixa familiar. A taxa de poupança pessoal caiu de 6,2% no primeiro trimestre de 2024 para 3,7% no primeiro trimestre de 2026, e o sentimento do consumidor registrou 49,8 em abril de 2026, abaixo do patamar recessivo. Além disso, 23% dos americanos com contas de aposentadoria mantêm saldos não consolidados de empregos anteriores.
A disparidade de planejamento também se reflete na confiança. Retirados com planos formais relatam 81% de confiança de que terão renda vitalícia, comparado a apenas 45% daqueles sem planejamento. A Fidelity aponta que a falta de planejamento gera um fosso significativo entre as gerações.

