Austrália, Canadá, França, Noruega e Reino Unido anunciaram sanções contra colonos e organizações israelenses por violência na Cisjordânia ocupada. As medidas, que visam responsabilizar os extremistas, foram classificadas como “vergonhosas” pelo governo israelense. Os países ocidentais exigem que Israel tome providências rápidas para conter os atos de violência.
Os países ocidentais afirmaram em comunicado conjunto que agem para que os colonos extremistas prestem contas pela violência contra civis palestinos. Eles alegaram que os colonos atuam com impunidade e que a expansão dos assentamentos continua com apoio do governo israelense. As ações variam entre as nações. Londres impôs sanções contra seis entidades e uma pessoa envolvidas no financiamento de atos de violência de colonos na Cisjordânia ocupada.
A França sancionou quatro responsáveis por organizações de colonos e 21 colonos violentos. Além disso, o país proibiu a entrada do ministro de Finanças israelense, Bezalel Smotrich, em seu território. Em uma medida similar, a França havia sancionado o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, no final de maio.
O governo israelense reagiu imediatamente às sanções, e o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores denunciou as ações como uma “tentativa de impor uma posição política sobre o direito dos judeus de se instalar na terra de Israel e sobre o conflito israelense-palestino”. Apesar dos protestos internacionais, Israel, que ocupa a Cisjordânia desde 1967, não tomou medidas concretas para conter a violência.

