O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarou que o governo dos Estados Unidos planeja três cenários para o futuro imediato da ilha: agitação social, diálogo coercitivo para controle econômico ou conflito armado. A declaração foi feita em entrevista na última quinta-feira (4), em meio à intensificação das sanções americanas.
Díaz-Canel criticou a retórica dos porta-vozes dos EUA, afirmando que a agressão contra Cuba se intensifica. Segundo o presidente, o primeiro cenário é o de “estrangulamento econômico”, cujo objetivo é provocar agitação social. Essa agitação, segundo ele, daria oportunidade aos EUA de intervir no país sob o pretexto de ajuda humanitária.
O segundo cenário envolve um diálogo “coercitivo” de pressão máxima, visando ocupar economicamente Cuba e provocar uma mudança no sistema político. Para o líder cubano, o terceiro cenário é a agressão militar, e ele afirmou que a ilha está se preparando para oferecer resistência. “Temos o direito de nos defender, de nos prepararmos para nos defender, para que não haja surpresas e para que não haja derrota”, declarou.
O presidente citou o exemplo de 32 agentes cubanos mortos em 3 de janeiro durante um ataque dos EUA na Venezuela. Díaz-Canel comparou o confronto, afirmando que milhões de cubanos defenderiam a soberania. Ele reiterou que Cuba mantém disposição para diálogo com o governo dos EUA, mas sem pressão ou condições para mudança política.

