Uma série de protestos de professores no México ameaça interromper o início da Copa do Mundo, que o país co-organiza com Estados Unidos e Canadá. As manifestações, que ocorrem há mais de um mês, foram desencadeadas após a Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) apresentar reivindicações ao governo da presidente Claudia Sheinbaum.
A CNTE, grupo dissidente da União Nacional dos Trabalhadores da Educação (SNTE), afirmou que intensificará as atividades caso suas demandas não sejam atendidas. Os protestos incluem marchas, bloqueios de ruas e ocupações de pedágios, gerando tensões com a polícia. O governo Sheinbaum estabeleceu diálogo e apresentou propostas, mas nenhum acordo foi firmado até o momento.
As principais reivindicações da CNTE, apresentadas em 1º de maio, incluem a revogação da lei do ISSSTE, aprovada em 2007, e das reformas educacionais de Enrique Peña Nieto e Andrés Manuel López Obrador. Os docentes também exigem a reintegração de um sistema de previdência solidário, um aumento salarial de 100% e a reintegração de professores demitidos.
A presidente Claudia Sheinbaum declarou que o governo não possui recursos suficientes para atender a todas as exigências. Em coletiva de imprensa, ela disse: “Há demandas que podem ser atendidas e outras que o orçamento não comporta. Portanto, o que buscamos, sempre dentro do âmbito dos recursos disponíveis, é melhorar as condições dos professores”. O governo propôs o fortalecimento da PENSIONISSSTE e a criação de uma seguradora pública, mas os professores rejeitaram a proposta.


