A polícia de São Paulo prendeu três suspeitos em Campinas por participação em um plano do PCC para matar um promotor de Justiça. Os investigados utilizavam informações de órgãos públicos para extorquir criminosos, segundo o Ministério Público.
Um dos detidos é um investigador de polícia. Um vídeo de 2025 mostra este policial em conversa com um empresário, suspeito de planejar o assassinato do promotor do Gaeco. A polícia prendeu o empresário uma semana após o encontro, frustrando o atentado.
O Ministério Público apura se o policial civil participou do plano ou se atuava em esquemas de extorsão. O MP declarou que os investigados usavam dados da polícia e do Ministério Público para exigir dinheiro de criminosos em troca de proteção. O promotor do Gaeco, Marcos Tadeu Rioli, disse que a investigação continuará para esclarecer o conteúdo do encontro clandestino.
A operação também prendeu um bacharel em direito, ex-estagiário do Ministério Público. Este indivíduo usava dados de processos em andamento para extorquir criminosos, cobrando R$ 500 mil em um dos casos. Um ex-policial civil, suspeito de repassar informações, também foi detido.

