Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) criticaram declarações do deputado Eduardo Bolsonaro sobre o sistema de pagamentos americano Zelle, comparando-o ao Pix. Os interlocutores consideram o episódio um desgaste político desnecessário para o campo bolsonarista, que exige esforços de esclarecimento.
A polêmica surgiu após Eduardo mencionar sistemas de pagamento dos Estados Unidos semelhantes ao Pix, sugerindo que o tema poderia ser discutido em negociações entre Brasil e EUA. A declaração foi interpretada por adversários como defesa da substituição do sistema nacional por um mecanismo estrangeiro, o que o deputado negou posteriormente. A repercussão forçou o irmão mais novo de Flávio a dedicar dias a uma operação de esclarecimento em suas redes sociais.
Para os aliados de Flávio, o caso ilustra um padrão de declarações que geram debates paralelos, obrigando lideranças do grupo a gastar energia em administrar fatos evitáveis. Embora alguns integrantes da pré-campanha rejeitem o dano político, outros apontam que o episódio desviou a atenção de uma agenda importante, especialmente após a crise sobre tarifas americanas contra produtos brasileiros.
O episódio reforça uma percepção sobre a atuação de Eduardo. Aliados citam também confrontos anteriores, como uma briga pública em abril com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), sobre apoio à candidatura presidencial de Flávio. Os auxiliares do presidenciável afirmam que a construção de uma candidatura nacional exige a união das correntes da direita, e não disputas públicas entre lideranças.

