O aguardado IPO da SpaceX pode gerar ganhos bilionários para universidades dos Estados Unidos, que possuem participações em fundos de private equity. As instituições detêm ativos na empresa de Elon Musk, e a abertura de capital prevê forte valorização patrimonial para quem investiu cedo.
A SpaceX figura em diversas carteiras universitárias por meio de fundos de venture capital e private equity. O sistema da Universidade da Carolina do Norte, que reúne 17 instituições, mantém cerca de 10% de seu patrimônio ligado à companhia. Essa posição se consolidou por meio de um investimento no Founders Fund de Peter Thiel, que apoiou a empresa desde os estágios iniciais.
Outra instituição com grande exposição é a Universidade de Washington, que possui pelo menos 15% de seu patrimônio na SpaceX. O fundo que gerenciava US$ 13,4 bilhões em 30 de junho iniciou investimentos na empresa em 2018, em parceria com a Vy Capital e outras gestoras.
A companhia, fundada em 2002, planeja vender ações a US$ 135 cada, o que projeta um valor de mercado próximo de US$ 1,77 trilhão. Apesar do potencial, as universidades enfrentam desafios de diversificação, discutindo estratégias para proteger suas posições após a abertura de capital.

